Autoconhecimento e traços de caráter: o corpo explica sua mente?

Autoconhecimento e traços do carater

No desenvolvimento pessoal, o autoconhecimento opera como uma chave-mestra. Ele pode abrir portas no campo dos relacionamentos, nas finanças pessoais, no trabalho e até mesmo no cuidado com a sua saúde.

Apesar de ser tão comum, esse termo ainda é pouco praticado pela maioria das pessoas. É claro que você sabe o seu nome, sua profissão e seus gostos, mas o autoconhecimento vai muito além desses dados superficiais.

Pense, por exemplo:

  • Porque alguns relacionamentos te deixam mais feliz, e outros roubam sua energia?
  • Porque em alguns dias tudo dá certo, e em outros você mal consegue sair da cama e tudo dá errado?
  • Qual é o tipo de trabalho mais adequado aos seus valores como pessoa?
  • De onde vieram as suas crenças sobre dinheiro, sobre o amor ou sobre quem você é?

Essas, e tantas outras, são questões de autoconhecimento que podem nos levar ao caminho de uma vida mais próspera, em todos os aspectos. Você sabe como responder cada uma? Se ainda não tiver as respostas, tudo bem, pois é isso que nós vamos buscar através do autoconhecimento.

O que é autoconhecimento?

Para a psicologia, o autoconhecimento é um estudo sobre si mesmo: suas formas de pensar e agir, seus hábitos e preferências. Ele parte da ideia de que existem partes inconscientes da nossa personalidade, forças profundas que influenciam o nosso modo de ser e de ver o mundo.

O autoconhecimento é como uma lanterna que joga luz sobre essas áreas, para que cada pessoa entenda melhor o próprio inconsciente, e possa colocar essas forças ocultas trabalhando a favor dos seus objetivos.

Por meio dessa luz do autoconhecimento, podemos identificar e ajustar as nossas crenças limitantes. Você vai entender como um certo pensamento está bloqueando a sua vida, e poderá agir para criar uma nova mentalidade.

O autoconhecimento também mostra nossos valores e recursos internos. O que te move, e o que há de bom dentro de você, para que você possa ampliar isso e melhorar o mundo ao seu redor. Há várias formas de se conhecer: a análise corporal, a constelação familiar e o Perfil DISC são só algumas ferramentas.

Por que o autoconhecimento importa?

Não é exagero dizer que o autoconhecimento é a diferença entre pessoas que sustentam coisas positivas em suas vidas, e as que até conseguem algo bom, mas não mantém essas conquistas.

Pense em alguém que saiu de um relacionamento infeliz, por exemplo. Essa pessoa tem clareza de que não estava bem, mas não sabe dizer o que de fato lhe deixava mal. As chances de que ela comece uma nova relação, vá bem no início, e volte a se sentir mal lá na frente são enormes.

O mesmo vale para pessoas que nunca estão felizes no trabalho, quem está sempre adoecendo e não consegue encontrar a causa, ou quem não sabe como o dinheiro simplesmente desaparece da sua conta.

Veja que eu falei sobre sustentar coisas boas, e não apenas ganhar. Qualquer pessoa pode ter um momento de sorte e ganhar na loteria, ou receber a oportunidade dos sonhos, por exemplo, mas nem todas estarão preparadas para manter esse avanço, porque elas não se conhecem o bastante para agir da forma necessária.

Leia também:  Transição de carreira e 5 traços de caráter: o que te trava, como fazer?

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Autoconhecimento e análise corporal

Um caminho para o autoconhecimento é a descoberta dos seus tipos de comportamento. São formas de ser que as pessoas compartilham, em maior ou menor grau, e influenciam toda a sua personalidade.

A Análise Corporal é um dos caminhos para conhecer esses perfis, ou traços de caráter, como chamamos na teoria que está por trás da análise. Existem cinco traços – alguns muito comunicativos, outros que gostam de refletir, os que tem mais ou menos facilidade para se relacionar, e assim por diante.

No caminho do autoconhecimento, entender que todo mundo possui um traço dominante, que define a maioria de seus comportamentos, é crucial. Uma pessoa pode ter um segundo traço com muita influência, e se alternar entre os dois, ou viver um impacto mais leve dos outros quatro, enquanto o dominante está quase sempre no controle.

A forma como todos os traços de personalidade interagem é o que faz cada pessoa ser única. Alguém com o traço dominante igual ao seu vai compartilhar muito da sua forma de ser e de ver o mundo, mas nunca será igual a você.

A análise Corporal, como método de autoconhecimento, é o processo que te mostra quais são os traços mais presentes na sua vida, partindo da relação que existe entre o corpo e a mente.”

Surgimento dos traços

Nossas experiências, que iniciam na gestação e continuam nos primeiros anos de vida, são fundamentais no processo de autoconhecimento, trazendo-nos ideias sobre como o mundo funciona e qual o nosso papapel por aqui.

Elas acompanham um processo chamado de mielinização do sistema nervoso, que é o desenvolvimento do sistema nervoso, que nos trás novas sensações e percepções do mundo.

A mielinização começa no cérebro e vai descendo até o fim da coluna, deixando marcas no formato do corpo de uma pessoa. Essas são as informações que a Análise Corporal utiliza para saber que tipo de situações ficaram registradas no sistema nervoso de uma pessoa. Assim podemos entender quais traços de personalidade são os mais presentes nela.

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Traço esquizoide

Se forma na primeira fase da nossa vida, quando ainda estamos no útero e percebemos as primeiras sensações. Os problemas da mãe – estresse, perdas, doenças, e afins – podem se refletir aqui, deixando o útero mais frio e rígido que o normal. É importante deixar bem claro que tudo isso diz respeito ao corpo, e não tem nada a ver com o amor da mãe por seu filho!

Para evitar a sentir a dor da rejeição, o bebê vai se mover pouco, e a energia se concentra mais cabeça. Dessa forma, o Analista Corporal verá traços finos e alongados, com ossos que chegam a marcar sua pele nas articulações, além de lábios finos e dedos longos. É normal comer pouco e contrair alergias, além de ter os pés sem muita firmeza. Essa pessoa se sente ansiosa quando é o centro das atenções.

Como esse traço guarda muita energia na cabeça, ele tem uma vida interna muito rica. Algumas pessoas o chamam de criativo, outras de aéreo, mas o fato é que a sua imaginação não tem limites – ela pode ser o seu maior recurso, ou se tornar um escape do mundo real.

Leia também:  Pessoas inseguras: a insegurança e o formato do corpo

Traço oral

Após o nascimento, uma das formas cruciais de lidar com o mundo é por meio da boca. Nós usamos ela para chorar, arriscar as primeiras palavras, além de mamar e chupar os brinquedos ou as mãos.

Nessa fase surge o traço oral, que tem um desejo muito grande de “abraçar e ser abraçado” pelo mundo. Ele tem formatos mais arredondados, que são vistos como fofos, e por isso atraem as pessoas. Um bom Analista Corporal sabe que isso nem sempre significa excesso de peso, e também vê sinais como rosto, olhar, ombros e joelhos arredondados; mesmo quando a pessoa é mais magra.

O traço oral é intenso e comunicativo, gosta de arte e pode chorar mais do que o normal. Sua ligação com a boca merece atenção, pois pode causar vícios e compulsões (cigarro, comida, bebida, roer as unhas…). É uma pessoa super amigável e amorosa, mas se não estiver bem com as próprias emoções pode se tornar possessiva e grudar no outro, levando o medo da solidão a se tornar controle sobre alguém.

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Traço psicopata

A próxima etapa de mielinização toma o pescoço e o tórax. É neles que o Analista Corporal pode identificar o traço psicopata com mais facilidade, num pescoço largo e peito amplo, que formam um triângulo invertido. Esse aspecto também se dá em outras áreas, como o queixo triangular.

Quando a criança está ganhando equilíbrio, mas ainda não guia muito bem o próprio corpo, ela começa a se sentir manipulada pelos adultos. Pode ser quando os pais tiram ela de um lugar, por exemplo, ou a levam para o banho. Ela também começa a ser elogiada quando faz o que os pais desejam, mas punida (mesmo que com um “não” ou uma bronca) quando sai da linha.

Para deixar de ser manipulada, a criança vai aprender a manipular – se comporta como os adultos esperam, para obter o que ela mesma deseja. São atos quase instintivos, e não significam que a criança é má; ela só está aprendendo a lidar com o mundo.

Já adulta, essa forma de ser vai se tornar uma postura líder e muito negociadora, tanto no trabalho quanto na vida pessoal. Ele pensa no que está ganhando, e no que está dando à outra parte, sentindo dificuldade de confiar e se entregar nos relacionamentos.

Traço masoquista

Esse traço começa a se formar quando aprendemos a andar e passamos pelo desfralde. Para algumas crianças, no entanto, esse momento acaba sendo apressado. Elas têm “acidentes” por não se segurar até chegar no banheiro, e levam uma bronca dos pais. Por esse motivo, o traço masoquista tende a prender coisas, incluindo suas emoções.

Ele sente que, ao se expor, corre o risco de ser humilhado, então guarda as dores e medos para si mesmo.

Como a mielinização está na lombar, o corpo ganha formas rígidas, quadradas e fortes. Pessoas com esse traço podem ouvir que parecem um tronco ou pilar, por terem linhas retas dos ombros aos pés. A cintura é grossa, parece capaz de levar todo peso do mundo, e os pés bem apoiados no chão reforçam essa resistência.

Leia também:  Relacionamento infeliz: é hora de acabar com ele?

A postura se reflete no modo de ser. É um traço que gosta de rotinas, método e padrões, ambientes com regras claras onde ele pode se encaixar sem surpresas. Por guardar tudo dentro de si, ele também acumula os problemas alheios – presta favores demais e sofre as dores do outro. A energia que guarda pode acabar gerando explosões de raiva, que fazem ele se sentir ainda mais exposto e criam uma atitude ainda mais contida.

Traço rígido

Uma das últimas descobertas na infância é a existência de relações diferentes entre as pessoas. As pessoas ao seu redor formam pares com alguém especial, e a criança começa a pensar que também precisa do seu. A primeira opção é pelo pai ou pela mãe, mas essa pessoa já tem um par – mesmo quando um dos dois não está presente. Ainda que o progenitor do sexo oposto tenha falecido, seja violento, ausente, difícil, a criança tenta fazer par com essa pessoa ou a falta que ela lhe faz.

A criança sente-se derrotada, até mesmo trocada, e suas experiências dizem que é preciso lutar para ter um lugar no mundo. O reflexo disso será um corpo que combina força e atratividade, com as curvas suaves que são comuns no traço rígido.

Daí por diante, ele molda pessoas executoras, proativas e focadas. O traço rígido quer se expandir e conquistar – posição social, prêmios, recursos, um corpo ainda mais belo, tudo que possa ampliar suas chances de vencer as próximas disputas. Essa não é uma mentalidade que se preocupa em destruir o outro, mas em provar a si mesmo que é melhor e merecedor.

Apesar desse foco, o rígido se divide muito – pode formar relações com mais de uma pessoa, separar o tempo entre amor e trabalho ou estudo, e assim por diante. Essa atitude, apesar de muitas vezes levar ao esgotamento, permite que ele sempre tenha para onde ir, se uma das opções falhar. Os ciúmes e a síndrome do impostor são frequentes no traço rígido.

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Conclusão

O processo de autoconhecimento é o começo de uma bela jornada para você se transformar na pessoa que gostaria de ser. As informações sobre seus pensamentos e modos de agir não devem ser usadas para dizer: sou assim, não posso mudar.

Pelo contrário, elas são apenas o ponto de partida, e a linha de chegada – os seus objetivos de vida – pode estar onde você quiser. Use os seus traços de caráter para entender como surgiram as suas dores, e quais os seus recursos internos. Transforme esse conhecimento em poder, construindo seu novo eu da maneira que mais lhe agradar!

Se precisar de apoio, você pode contar comigo. Vou te mostrar qual a influência dos seus traços de caráter dominantes, como eles interagem, e como ter mais controle sobre a sua nova vida. Me envie uma mensagem de whatsapp através do botão verde aqui à esquerda.

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Luiza Meneghim

Especialista em desenvolvimento humano. Mentora de carreira e relacionamentos. Analista corporal. Membro fundador 027 do GPS.
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Luiza Meneghim

Especialista em desenvolvimento humano. Mentora de carreira e relacionamentos. Analista corporal. Membro fundador 027 do GPS.

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