Mielinização do sistema nervoso: a base para os traços de caráter

mielinização

Para quem está começando a estudar os traços de caráter e como eles se formam, entender a mielinização é um passo fundamental. Esse processo tem uma importância enorme, pois é graças a ele que os traços se formam e ganham as suas diferenças!

Quando nascemos, nosso sistema nervoso e alguns milhões de neurônios já estão em nosso corpo, porém, eles ainda não possuem a bainha de mielina. Essa bainha é uma camada de tecido adiposo, ou gordura, que fica em torno do axônio. Além de proteger o axônio, ela também dá uma maior rapidez de impulsos elétricos para o sistema nervoso.

Para quem não sabe, o axônio é como um fio que leva mensagens de um neurônio para outro. Quando esse fio está descoberto, a mensagem tenta “escapar” e por isso fica mais lenta, mas quando é coberto pela mielinização ele se torna muito mais eficiente.

A mielinização da medula vai de cima para baixo, ou seja, começa no crânio e termina nas partes inferiores da coluna. Para entender melhor, você pode imaginar um fio descoberto, que vai do cérebro até o quadril, e a mielinização vai encapar esse fio durante os meses e anos iniciais.

Quando isso acontece as informações que passam pela medula espinhal se tornam mais intensas e nos trazem mais controle do corpo e novas sensações ao longo do tempo. 

Perceba que o bebê nasce ele bem “molinho” e vai ficando mais firme aos poucos. Primeiro ele controla os braços, depois senta, e por fim sai andando na medida em que vai crescendo. Ele evolui graças à mielinização.

Como é a relação entre mielinização e traços de caráter?

Quando os “fios” do nosso corpo são cobertos, eles podem criar novas funções: pensar, falar, influenciar, resistir e agir. Veja como as funções se ligam a cada parte do corpo, na ordem da mielinização: o cérebro pensa, a boca fala, os braços apontam, o quadril resiste e as pernas se movem para agir.

Conforme você tem sensações ao longo da sua vida, surge um tipo de “dor” que não é física, mas atinge as  nossas emoções, a nossa mente. Essa dor é criada para nos proteger, afastando de estímulos negativos. Em cada fase da mielinização, vai se formar uma dor diferente, e elas estão ligadas aos traços de caráter.

Os traços também ajudam a desenvolver habilidades que outros não têm. Por isso não existe um traço melhor que o outro, mas variedades com seus pontos fortes e fracos. Todos nós, inclusive, desenvolvemos os 5 traços durante a mielinização, mas cada pessoa terá uma combinação única, que formará sua identidade.

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Traço Esquizoide

O que acontece na formação do esquizoide, por exemplo?

A mielinização ocorre na região da cabeça, sobretudo no cérebro. É a base para captar as informações e sensações de todo o corpo no futuro. O bebê começa a pensar e sentir, ainda que de formas muito “básicas” se comparadas a um adulto ou até mesmo uma criança, mas seu cérebro está ativo e produzindo significados sobre o mundo.

A dor desse, que é o primeiro traço, se forma quando a mãe está grávida e acaba tendo problemas: de saúde, perda familiar, demissão, conflito na relação…

Mesmo que a mãe esteja louca pelo filho e deseje ele com todo coração, esse bebê pode se sentir “mal aceito” no útero. O órgão fica mais frio e rígido, ao contrário do ideal (quentinho e macio), impedindo que a criança se movimente com liberdade.

Nesse caso, o feto, ao invés de conduzir energia para todo o corpo, vai focar em energizar a mente. Por conta disso ele vai se mover pouco no útero da mãe, concentrando toda a sua força na cabeça. Dessa forma, as características são: músculos menos desenvolvidos, mais apático, não demonstra tanto afeto, pode viver no mundo da “lua”.

Os seus recursos são uma maior valorização das ideias, buscando lugares onde possa se expressar e ter prestígio graças à criatividade. Ele precisa ser acolhido, pois sua dor é a rejeição: sentir que o mundo (como reflexo do útero frio e duro) não lhe quer.

Mielinização do Traço Oral

O bebê nasce, e a mielinização continua.

Ele vai ganhar um controle maior sobre o a região da boca e do pescoço, além de começar a controlar os braços. Sua maior interação com o mundo é através da boca: na maior parte do tempo que passa acordado, o bebê estará chorando ou mamando.

Agora, nos primeiros meses, a criança depende dos pais para tudo. Quando a mamãe ou o papai atrasam na troca da fralda, na hora de mamar ou no carinho, o bebê acaba desenvolvendo carências. Isso é normal, afinal os adultos também precisam tomar banho, comer, trabalhar…

A mielinização, que está na área do pescoço e da boca (daí o nome oral), faz com que os estímulos nessa região sejam muito prazerosos, e eles podem acabar preenchendo as carências. Na vida adulta, é comum ver o traço oral buscar comidas, bebidas, cigarros e outras coisas para manter a boca cheia, quando não se sente bem.

Como a mielinização ocorre nessa área antes da fala, o oral pode ter alguns problemas para se expressar verbalmente, sendo comum chorar demais ou sentir que não colocou tudo para fora, por exemplo.

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O Traço Psicopata

Agora a mielinização caminha para a região da coluna que fica entre os braços. É quando o bebê vai “ficando durinho” e controla seu próprio tronco. Ele pode ajudar os pais na hora de vestir a roupinha, por exemplo, e também vai conseguir engatinhar.

A criança começa a apontar para tudo que deseja, esperando que a mamãe, o papai ou qualquer outra pessoa traga para ela. Não é à toa que esse traço acredita se relacionar melhor com os outros influenciando e negociando.

Isso não é necessariamente algo ruim, é uma habilidade assim como outras. Perceba como o Oral é diferente do Psicopata, por exemplo. Enquanto um busca agradar ao máximo para evitar a rejeição, o outro busca trocas para evitar ser manipulado.

Essa dor – da manipulação – surge porque também é nessa idade que o bebê começa a entender melhor sua relação com o mundo, e perceber que os pais ficam felizes ou chateados a depender do que ele faz.

Ao negociar, ele poderá te oferecer boas experiências, mas vai querer uma retribuição para provar que não está fazendo “papel de trouxa”. O seu corpo é formado por braços grandes e abertos que buscam impor-se às pessoas. No seu recurso, gosta de gerenciar as situações para que todos sejam beneficiados na relação.

O Traço Masoquista na mielinização

Quando a mielinização chega à coluna lombar, na área do abdômen, ocorrem as experiências que formam o traço masoquista.

Algo interessante nessa época é que a criança começa a controlar sua barriga para fazer cocô na hora certa. Ela aprende a segurar e usar o troninho, pois é isso que a mamãe e o papai querem ver. Também é quando a criança desenvolve muita força para ficar sentada sem cair, sustentando o peso no quadril e ganhando mais autonomia para brincar e interagir com o mundo.

Como reflexo disso, o traço masoquista se forma. Ele costuma reter uma carga muito grande, é a pessoa que sofre calada e carrega o mundo nas costas. Isso, é claro, pode trazer muita dor, já que as suas emoções ficam presas. Quando atinge o recurso, e pode usar seu traço de forma positiva, o masoquista gosta de administração, procedimentos e regras. É a pessoa certa para garantir que um projeto se torne realidade.

E para concluir a nossa mielinização, o Traço Rígido

A mielinização, por fim, chega na base da coluna, e aqui o maior dilema na vida do bebê é perceber que faz parte de um trio, com a mamãe e o papai. O problema é que, nesse trio, ele se descobre a parte mais fraca: chegou depois, e não ter um par.

A dor aqui é a de se trocado. Quem tem um forte traço rígido pode competir por tudo e buscar muita aprovação, fugindo dessa troca. Isso faz com que seja muito difícil não receber atenção, ainda mais quando essa atenção vai para outras pessoas.

Sua ferramenta é o fazer. O rígido vai atrás do que deseja, e não precisa de ordens ou motivos para isso. É a pessoa com muita energia, que atinge o resultado. Esse modo ativo também está ligado à mielinização, afinal sua última fase nos dá controle sobre as pernas: ela nos permite levantar e ir buscar.

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Concluindo

O processo de mielinização é um conceito chave para entender como o corpo nos prepara para a vida, possibilitando experiências e sensações positivas. Os traços formados não são exclusivos ou homogêneos, pois cada pessoa terá uma combinação entre eles, e uma identidade exclusiva nascerá daí.

Se você tem um traço oral dominante, com um traço rígido forte, por exemplo, pode ser muito diferente de alguém que tem o oral dominante, mas também possui um traço masoquista acentuado. Cada traço nos afasta de uma dor, sentida na etapa da mielinização em que ele surgiu, e nos dá um conjunto de ferramentas únicas para se adaptar ao mundo.

Elas são:

  • Esquizoide – Dor da rejeição, ganha a criatividade e o raciocínio;
  • Oral – Dor do abandono, ganha a expressividade e a empatia;
  • Psicopata – Dor da manipulação, ganha a influência e o poder de troca;
  • Masoquista – Dor da humilhação, ganha a força e a organização;
  • Rígido – Dor da traição, ganha a conquista e a atitude;

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