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Síndrome de Burnout: Causas, sintomas e dicas para vencer!

síndrome de burnout

A Síndrome de Burnout é um desafio para cada vez mais pessoas, e entender como ela funciona é o primeiro passo para vencer. Descubra as causas e os sintomas do Burnout, e confira uma lista com dicas para ficar longe do esgotamento!

O que é Síndrome de Burnout

A Síndrome de Burnout é um distúrbio de saúde mental, quase sempre ligado à relação que temos com o trabalho, ou os estudos, ao ponto de também ser conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional.

O termo vem do inglês, e pode ser traduzido como queimar tudo ou queimar até o fim. Essa palavra descreve sintomas comuns na Síndrome de Burnout: falta de energia, esgotamento e sensação de que já não há mais combustível para queimar em nosso corpo.

Outros sintomas da Síndrome de Burnout

  • Dores de cabeça;
  • Insônia, ainda mais se você perde a noite pensando nas tarefas que tem para cumprir;
  • Sensação de derrota ou falta de esperança, mesmo quando as coisas estão indo bem ao redor;
  • Dificuldade para ter foco em tarefas que antes eram simples;
  • Pensamentos de incompetência, sempre exigindo mais de si;
  • Medo de perder tudo se cometer uma falha;
  • Isolamento;

O ciclo do Burnout

Os sintomas atrapalham a concentração e aumentam o cansaço, criando um ciclo que abre mais espaço para o desgaste. No começo, o trabalho pode ser visto como um escape: você briga com o marido, sente que não está se cuidando bem ou quer evitar outras pessoas, e usa as suas tarefas para ocupar a mente.

A sensação é boa, afinal você está lutando com todos os desafios para dar conta das suas tarefas. O ego te diz que só uma pessoa guerreira é capaz disso, não é para qualquer um! O problema é que por meio dessa fuga o trabalho deixa de ser um elemento de vida, e se torna uma prisão, como um vício.

Qualquer desvio – colegas que precisam de um favor, familiares querendo mais tempo com você, ou coisas como trânsito, chuva e computadores quebrados – dispara uma reação agressiva.

É a mesma reação que alguém teria ao ser privado de um vício, porque também é a mesma dinâmica: esta se tornou sua única fonte de prazer, e até mesmo de valor pessoal, então nada pode cortar esse vínculo!

O ciclo vai continuar: quanto mais nos isolamos e damos foco às tarefas, mais as outras áreas da vida irão afundar. O trabalho em excesso, o estresse com o que acontece no trabalho e a culpa quando não trabalha vão despertar os outros sintomas, e seu corpo começa a dar sinais de fadiga.

A Síndrome de Burnout dá as caras

Uma certa manhã, você acorda e sente que esse não é o dia. Talvez seja melhor faltar ao trabalho e ficar em casa. Como acha que está cometendo um erro imenso, vai criar desculpas e se esconder. Algumas pessoas chegam a desligar a internet para fingir que não podem responder mensagens!

Essas pausas não ajudam muito, pois trazem a culpa, que aprofunda o desgaste emocional. É assim que começa o famoso cansar de não fazer nada, tão comum na Síndrome de Burnout.

Para evitar essa sensação, a pessoa começa a buscar escapes que possam silenciar a culpa: bebidas, festas, jogos, maratonar séries, e assim por diante. É a mesma atitude tomada antes, com relação ao trabalho, de se esconder em algo para não lidar com seus problemas.

Aqui a vida realmente começa a sair do controle, pois esses novos “hábitos” destroem o que resta da nossa rotina, saúde e relações. Se antes o trabalho era a única fonte de valor pessoal, agora não existe nenhuma. Desse ponto em diante, é questão de (pouco) tempo até a Síndrome de Burnout chegar com toda sua força, e levar você a passar dias sem levantar da cama.

Quem é mais atingido pela Síndrome de Burnout?

Pode parecer estranho, mas o Burnout costuma atingir pessoas que estão “se dando bem”, como estudantes perto de se formar ou profissionais recém-promovidos. Na verdade, isso faz sentido, afinal elas passaram os últimos anos lutando por um objetivo, e investindo muita energia.

Os números sobre a Síndrome de Burnout ainda são muito incertos, até porque ela pode ser confundida com a depressão, se não olharmos as diferenças entre as duas. Uma pesquisa da International Stress Management Association (ISMA-BR) identificou sintomas de Burnout em pelo menos 30% dos trabalhadores no Brasil!

Burnout e os Traços de Caráter

Se você conhece a teoria dos Traços de Caráter, já deve estar imaginando como cada grupo chega à Síndrome de Burnout. Quem ainda não conhece pode aprender mais sobre ela neste link: 5 Traços de caráter: O que são os traços de personalidade do Corpo Explica?

Os Traços de Caráter são os elementos que compõem a identidade de cada pessoa, variando para mais ou para menos. Pense em como podemos formar diversos tons misturando quantias variadas de cores básicas. Da mesma forma, as diversas personalidades se formam a partir da mistura entre os cinco Traços de Caráter.

Todos os traços podem contribuir para uma crise de Burnout se não estivermos atendendo suas necessidades emocionais, embora os gatilhos de cada um sejam bem diferentes. Além disso, dois deles – rígido e masoquista – costumam ter uma influência maior nesse desgaste.

Isso significa que pessoas mas conectadas a esses traços de suas personalidade tendem mais a cair no ciclo de excessos e fugas apresentado lá no início.

Esquizoide

É uma pessoa criativa, mas nem sempre consegue expressar ou realizar suas ideias. Por esse motivo, costuma viver um conflito entre a realidade interna e o mundo real, e sofre quando suas contribuições são rejeitadas por outras pessoas.

O traço esquizoide pode ficar muito confortável trabalhando sozinho, ou numa posição com espaço para criar, mas sofrerá um grande desgaste se for preciso se expor constantemente ou lutar pela aprovação de cada ideia. Nesse sentido, antes do Burnout ele pode experimentar uma Síndrome do Impostor, sempre imaginando que não está no lugar certo.

Pela tendência introvertida do esquizoide, a Síndrome de Burnout pode começar a dar sinais pelo isolamento – a pessoa vai se afastar das relações antes de ter problemas com o trabalho. Amigos, familiares e até a própria pessoa podem ver isso como um momento de espaço, que é algo normal para o esquizoide, e assim o seu esgotamento demora a ser percebido.

Oral

Indo na direção oposta, o traço oral gosta de se comunicar e receber mais atenção.

Quando o ambiente não aceita muito bem essas características, a pessoa pode se cobrar para ficar quieta, guardando os sentimentos. Essa atitude não é natural, e vai acumular uma energia que precisa sair por algum lugar. O traço oral tem chances de se complicar com alguma compulsão – compras, alimentos, vícios, e até mesmo excesso de choro. Dessa forma, ele consegue esquecer, ao menos por um tempo, as suas frustrações.

Agir assim pode causar mais desafios, pois a pessoa terá de se esforçar mais para manter a vida normal enquanto enfrenta as pressões de uma compulsão. Ao gastar essa energia extra, ela dá mais espaço para a Síndrome de Burnout chegar.

Psicopata

O traço psicopata vai brilhar em posições de liderança e negociação, mas sentirá uma pressão enorme se não tiver liberdade para isso.

Uma vantagem desse traço é a busca constante por situações melhores, que pode levá-lo mais rápido a uma mudança de emprego ou transição de carreira, afastando-se do trabalho negativo antes que a Síndrome de Burnout aconteça.

Por outro lado, se ele não tiver a chance de mudar num certo momento de sua vida, vai precisar de muita energia para aceitar as condições indesejadas, ficando exposto ao Burnout. Caso o ambiente de trabalho seja muito burocrático, com todas as regras já escritas, o traço psicopata vai viver seu maior pesadelo.

Masoquista

Como eu disse, esse traço tem uma ligação forte com a Síndrome de Burnout. Ele está muito presente naquelas pessoas que guardam tudo, sofrem caladas, e demoram para mudar de situação, mesmo quando as coisas parecem estar contra elas.

Também é o tipo que se preocupa com os problemas de todos ao redor, e além de lidar com as próprias emoções, acumula as de outras pessoas. Isso contribui para o Burnout, já que essa preocupação vai consumir boa parte da sua energia.

Se você tem uma carga forte do traço masoquista, vai sentir que não está muito bem, mas evita buscar ajuda e combate o cansaço demonstrando ser alguém ainda mais forte, mais prestativo e mais confiável – ações que aproximam a Síndrome de Burnout ainda mais rápido.

Essa adaptação pode ser arrastar por anos, até chegar a gota d’água. Talvez seja a cobrança por mais agilidade (o traço masoquista é metódico e gosta de processos) ou uma exposição negativa em público – seu maior temor. Por ter acumulado uma carga muito intensa por tanto tempo, a crise também pode ser mais forte, e exigir meses de recuperação.

Rígido

Esse é o traço das pessoas que estão sempre competindo contra elas mesmas. O rígido vê o mundo de forma muito objetiva: algumas pessoas tem sucesso, e outras não. Isso não diz respeito apenas ao trabalho, e pode estar presente em outras áreas da vida – algumas pessoas são escolhidas para o amor, e outras não, por exemplo.

Na tentativa de aumentar as suas chances, e mostrar que é uma boa escolha, pessoas com um traço rígido forte vão querer mais, sejam mais títulos, mais dinheiro ou mais tarefas para mostrar que dão conta do recado. As coisas se tornam um problema ainda maior porque o traço rígido não compete apenas com o mundo – ele compete contra si mesmo, e nunca está satisfeito com as conquistas de hoje.

Não é difícil perceber como essa visão de mundo contribui demais para a Síndrome de Burnout – ela é uma das maiores forças por trás do ciclo de cansaço e culpa, que vimos lá no começo.

Por ter um foco intenso nas suas metas e objetivos, o rígido não costuma sentir que o desgaste está chegando, e é atingido por um golpe muito forte quando sua energia acaba “de repente”.

A Síndrome de Burnout tem tratamento?

Boas notícias!

A Síndrome de Burnout pode ser tratada, e existe mais de um caminho para isso, mas todos eles começam pelo mesmo ponto: o autoconhecimento. Você precisa entender quais fatores estão criando esse esgotamento, incluindo seu corpo, pensamentos, relações e forma de trabalhar.

Esse artigo é um bom começo, mas quem já está vivendo o esgotamento ou sente ele se aproximar a cada dia precisa de uma abordagem individual e personalizada. Nesse caso, eu recomendo uma Mentoria Gratuita onde você poderá identificar os seus Traços de Caráter e aprender tudo sobre eles, além de avaliar como cada área da sua vida está contribuindo para o Burnout.

Agendar a minha Mentoria Gratuita

Se você já está pensando em buscar um remédio para a Síndrome de Burnout, vamos com calma. Em primeiro lugar, não existe uma medicação que “cure” o esgotamento. O máximo que os remédios (sempre indicados pelo médico!) podem fazer é aliviar os sintomas paralelos, como a dor de cabeça, o estresse e a insônia.

Tenha em mente que esta não será uma solução definitiva, e você ainda precisa reorganizar a sua vida para se afastar do que está causando a Síndrome de Burnout. Algumas pessoas escolhem a transição de carreira, outras continuam na mesma função, mas em todos os casos é preciso mudar a sua relação com o trabalho.

Ele não pode ser o pilar da sua identidade, ou o lugar de escape a cada nova frustração. A ideia é usar o trabalho – para conquistar sonhos, ajudar pessoas, transformar o mundo – ao invés de ser controlado por ele!

Além disso, é importante incluir novos hábitos em sua vida, com ações que aliviem a carga e preencham o tempo vago de forma saudável. Escolha algo que te atraia, e pense nesses hábitos como prazeres, não obrigações.

Exercícios

Eles são uma ferramenta ideal para evitar ou lidar com o Burnout, pois ao cuidar do corpo estamos sempre cuidando da mente. Os exercícios também ajudam a dormir melhor, recuperando energia, e criam uma conexão interna, por te deixarem mais presente aos movimentos do seu corpo.

A dica é ir com calma, e focar mais na consistência do que na intensidade. Nesse caso, cinco minutos de alongamento diário trarão mais benefícios do que duas horas na academia uma vez por semana. Algumas opções leves são as caminhadas, natação, ciclismo, yoga, e até mesmo a dança.

Descanso

Você acha que se não está fazendo algo, está descansando? A realidade nem sempre é essa, pois o momento de “descanso” é quando muitas pessoas estão com a mente mais agitada, e isso rouba toda sua energia.

Descansar não é navegar pelo Instagram, nem resolver problemas em sua mente, é deixar os pensamentos repousarem para ganhar a energia de volta. Meditar sempre é uma opção, mas se ela não funciona para você então apenas se sente num lugar tranquilo e aproveite a paisagem ao redor.

Tempo com pessoas amadas

Você tem hábitos que envolvem as suas pessoas amadas, como fazer uma refeição, assistir um filme ou conversar sobre os assuntos que gostam?

É cada vez mais comum ver pessoas que não param para estar com quem amam, porque sua mente não consegue mais relaxar para isso. O corpo até fica ali, parado, mas não há uma conexão real.

Pense em algo divertido ou relaxante para fazer com seus filhos, pais, amigos ou seu amor. Que tal se abrir um pouco e compartilhar as vivências com a Síndrome de Burnout, aliviando a pressão interna para respirar melhor?

Alimentação

Um efeito da agitação é ignorar o cuidado com o que você come, e se encher de biscoitos, pães e lanches não ajuda ninguém a ter mais energia física ou mental.

Você não precisa partir para uma dieta cheia de restrições e controle, mas procure ter algumas regras simples como abrir mais cascas e menos embalagens, ou usar uma cor diferente no seu prato a cada dia, por exemplo. Reservar alguns momentos da semana para cozinhar algo forte e saudável também pode ser uma forma de tirar a mente das preocupações.

Natureza

Em algum lugar, perto do seu trabalho ou da sua casa, existe um banquinho para sentar embaixo de algumas árvores. Você pode visitar esses espaços por alguns minutos, após a pausa do almoço ou quando encerrar o expediente, por exemplo. Cultivar algumas plantas fáceis de cuidar e brincar um pouco mais com os pets são outras opções.

Indo um pouco mais longe, você pode agendar passeios em suas férias ou finais de semana para visitar praias, trilhas, parques e outras áreas de natureza. As opções são intermináveis, e ajudam a lembrar que somos humanos, viemos da natureza e não deveríamos passar o dia lidando com tarefas que nos afastam dela.

Espiritualidade

Existem muitos olhares para esse tema, mas todos eles mostram que desenvolver a espiritualidade contribui para o equilíbrio mental e para lidar melhor com as pressões do mundo.

Se você gostava de ir à igreja e não sabe porque se afastou, por exemplo, pode ser uma boa ideia voltar lá. Quem não se interessa pode encontrar outros caminhos – até mesmo olhar para as estrelas à noite é uma forma de entender que há algo mais por aí!

Mão na massa!

Se a maior parte do seu trabalho envolve tarefas com a mente, como usar o computador, dar aulas ou pesquisar dados, dedicar algum tempo às atividades manuais é uma ótima opção.

Pense em hobbies como culinária, artesanato, jardinagem ou pintura, por exemplo. Eles permitem repousar a mente num lugar, ao invés de deixar que ela se perca entre pensamentos esgotantes. Além disso, essas atividades permitem usar mais o corpo e evitar o sedentarismo, e ainda oferecem a chance de gerar coisas concretas que sirvam como realizações pessoais fora do trabalho.

Comece devagar

Os primeiros minutos definem o ritmo de cada dia, e quem começa correndo sempre termina se esgotando. Hábitos matinais tranquilos, para entrar nos desafios com um pé de cada vez, podem dar uma nova dinâmica para a sua vida. Eles ajudam a manter a cabeça fria pelo resto do dia, e já trazem uma sensação inicial de conquista, conforme você faz algo importante logo cedo.

Não é preciso elaborar uma lista de tarefas matinais, basta separar alguns minutos para ter uma pausa entre sair da cama e começar a lidar com os problemas do dia. Prepare o seu café, tenha um livro interessante por perto ou escute um podcast – mas evite as notícias para não absorver informações negativas!

A ideia é começar o dia lembrando que você acordou para si, para cuidar da sua vida como um todo, e não apenas para trabalhar.

Use a criatividade

Talvez você esteja pensando que a lista é muito grande, e não dá para fazer tudo isso.

Sem problemas!

Lembre-se que a ideia não é gerar estresse ou criar novas obrigações, então você pode escolher algumas opções para começar. Faça testes e descubra quais trazem mais bem-estar, construindo uma nova rotina aos poucos.

Além disso, com um pouquinho de criatividade é possível combinar várias opções num só momento. Convidar a pessoa amada para correr no parque, por exemplo, junta exercícios, tempo de essa pessoa e contato com a natureza. Adicione dois ou três momentos “completos” como esse na sua semana, e você logo verá a mudança nos níveis de energia.

Conclusão

A Síndrome de Burnout é um desafio sério, ainda mais para quem possui traços de personalidade que contribuem com ela. No entanto, ele não deve ser visto como uma grande limitação ou um obstáculo final. Existem formas de vencer, afastar o esgotamento e se relacionar de outra forma com a vida.

Não tenha medo de buscar ajuda e aprender mais sobre a relação entre corpo e mente através de recursos como a mentoria gratuita, que ainda está disponível. Agende o seu horário, e vamos reencontrar a chama para viver com prazer e energia!

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